Viagem prevista de Trump à China será limitada a Pequim
A visita que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem prevista à China no final do mês limitar-se-á a Pequim, devido à sua agenda apertada e a questões de segurança, informou um jornal de Hong Kong.
De acordo com várias fontes citadas pelo South China Morning Post e familiarizadas com os preparativos, equipas de trabalho norte-americanas chegaram à capital chinesa no início de março e os trabalhos para organizar a cimeira já entraram na "fase final".
Segundo as fontes, Trump não viajará para nenhuma outra cidade, apesar de inicialmente ter sido estudado um itinerário mais amplo, semelhante ao de visitas recentes, como a do Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, ou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que além de Pequim viajaram para Chengdu, Hangzhou e Xangai, respetivamente.
No entanto, essa opção foi descartada devido à falta de margem na agenda do Presidente norte-americano.
"Infelizmente, a sua agenda está muito apertada. Não há espaço para incluir uma visita a uma segunda cidade", disse uma das fontes citadas pelo jornal.
A Casa Branca indicou anteriormente que Trump viajará para a China entre 31 de março e 02 de abril, naquela que seria a primeira visita de um Presidente norte-americano em exercício ao país asiático desde 2017, quando o próprio Trump visitou Pequim, durante o seu primeiro mandato.
De acordo com o jornal de Hong Kong, as recentes tensões internacionais decorrentes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão tiveram um impacto "muito limitado" nos preparativos da cimeira.
As fontes citadas indicaram que ambas as partes consideram que a relação entre a China e os Estados Unidos é "a relação bilateral mais importante do mundo atualmente" e que tanto Trump como o Presidente chinês, Xi Jinping, mantêm o interesse em realizar o encontro.
Pequim ainda não confirmou a visita, embora o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, tenha instado no domingo a "realizar preparativos exaustivos" e "criar um ambiente adequado" nas relações bilaterais, numa possível referência velada à viagem.
Ambos os países mantêm uma trégua comercial em vigor desde outubro, após uma reunião realizada na cidade sul-coreana de Busan, embora persista a incerteza, depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter questionado algumas das tarifas impostas pela administração Trump.
O South China Morning Post avançou na semana passada uma possível sexta ronda de negociações comerciais entre Washington e Pequim, no final da semana, em Paris, ainda sem confirmação oficial, numa altura em que o ambiente geopolítico se tornou ainda mais tenso, após a escalada no Médio Oriente derivada dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, condenados pela China.